Há um longo tempo, em minha juventude tive que me defrontar com um tema redacional que versava sobre a morte e seu potencial (aristotelicamente estabelecido) de transmudar realidades e contextos existencias, alguns bastante avariados, desagradáveis e adversos. Na verdade, é como reza o brocado que de tanto ser utilizado já se tornou um clichê: “todo mundo fica bom depois que morre”. Quem era pérfido e maléfico, torna-se quase um anjo de pureza e inocência, já quem era corrupto e pervertido, é transformado no campeão invencível da moralidade e probidade, nossa isso vai longe... Entretanto, não é apenas essa alteração de stat des lebens (status de vida) , de biografia que surpreendentemente a morte apresenta como parte de seu repertório, não com certeza não! Há o fato dilacerante do “arrependimento” inepto ; sim deixa esclarecer melhor, visto que o arrependimento como descrito no conteúdo revelado é uma graça divina...
Abordagem da psicanálise, filosofia da linguagem e existencialismo no viés do Evangelho da graça por meio de texto e aforismo como uma tentativa de resposta, comunicação e conexão na pós-modernidade e seus desafios morais, culturais e espirituais... rev. Marcus King Barbosa filósofo da cultura e pastor reformado