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Mostrando postagens com o rótulo alienação

A importância e perigo das personas

  Quero iniciar esse texto fazendo uma indagação preliminar que é absolutamente imperativa parasse discernir os limites e horizontes do tema. Qua seria a esse questionamento? O que são as personas? Respondo afirmando que as personas são representações simbólicopsíquicas que desde a tenra idade os falantes usam para se adaptarem as realidades vivenciais apresentadas pela sociedade. O uso dessas personas auxilia a interação intersubjetiva funcionando como uma interface entre o self interno e o mundo exterior.   1.       Necessidade das personas Devido à necessidade intrínseca de interação social e relacional, o indivíduo encontra-se exposto a elevados níveis de visibilidade nos diversos âmbitos da intersubjetividade, que incluem o profissional, social, cultural, entre outros. Em cada uma dessas esferas, é imperativo que o sujeito se adapte, seja devido às exigências inerentes à dimensão em foco, seja pela necessidade de resguardar aspectos pessoais...

Por que é importante na análise a linguagem?

  A teoria psicanalítica, ao se debruçar sobre o estudo da linguagem, concentra-se não apenas nos momentos em que a linguagem se expressa claramente (se isso realmente é factível) mas, notadamente, nos momentos em que ela falha, tropeça ou se desvia, ou clareando mais o argumento que (Nasio-1993)   os psicanalistas certamente se interessam pela linguagem, mas se interessam unicamente no limite em que a linguagem tropeça . O interesse na análise, portanto, pela linguagem perpassa a comunicação eficiente, explorando as facetas e complexidades que surgem quando a linguagem não consegue plenamente capturar e evidenciar a experiência humana. Dessa forma, a atenção aos tropeços da linguagem é motivada pela compreensão de que muitas vezes é nas falhas, ambiguidades e lapsos que se revelam, se explicitam e exteriorizam aspectos inconscientes, do mais que falar, do discurso do sujeito. A análise, perfilando a referência teórica inaugurada por Sigmund Freud e relida e recriada por Ja...

A comunidade que Jesus não sonhou – Jo 8.1-11

A unidade textual que quero dar atenção é marcada por um dos inúmeros embates de Jesus com os representantes das facções religiosas que compunham o judaísmo. Essas lutas renhidas de Cristo não era fruto do fato de ser ele polemista amante das pelejas dialéticas, muito pelo contrário, era resultado de seu compromisso messiânico e redentivo com a verdade ( aletheia ) e compaixão pelos vilipendiados e esmagados existencialmente por toda aquela parafernália religiosa sufocante. No caso em espécie, no texto em questão trazem a ele uma mulher flagrada em adultério. Não sei por que carga d’água o adúltero também não estava. O fato é que eles interpelaram Jesus no sentido de sua posição quanto o fato concreto, aplicava se a lei ( nómos) de Moisés e sentenciava a mulher ao apedrejamento ou a sua ‘nova’ Lei do amor e a perdoava deixando-a sair incólume?  Esse era o pano de fundo da controvérsia, o dilema latente. É importante ressaltar que essa atitude desses líderes carcomidos pelo le...