A ideia reformada de justiça de Deus (iustitia Dei) é o seu distintivo peculiar. Foi o que tornou o movimento original e extremamente atrativo. A ideia da justiça divina resultante de um impulso divino recebido apenas pela fé, que me tornava posicionalmente justo e não inerentemente justo como os reformadores a conceberam se chocava explosivamente com séculos de legado históricoteológico da Igreja romana. A reforma era uma ruptura inesperada,mas bem vinda com séculos de compreensão eclesiástica acerca da interpretação da justiça; sobretudo, na era medieval-escolática. Isso tornou o movimento reformado o fenômeno existencial-histórico que foi. Uma boa ilustração prática dessa percepção pode ser dado na definição que Lutero apresenta do que era a concepção de justiça , em seu comentário de João: É uma justiça, deveras, admirável que sejamos chamados justos ou que tenhamos uma justiça que, em realidade, não é obra nem pensamento nosso; em resumo, não é coisa alguma que esteja em...
Abordagem da psicanálise, filosofia da linguagem e existencialismo no viés do Evangelho da graça por meio de texto e aforismo como uma tentativa de resposta, comunicação e conexão na pós-modernidade e seus desafios morais, culturais e espirituais... rev. Marcus King Barbosa filósofo da cultura e pastor reformado