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Mostrando postagens com o rótulo Lutero

A Justiça de Deus

A ideia reformada de justiça de Deus (iustitia Dei) é o seu distintivo peculiar. Foi o que tornou o movimento original e extremamente atrativo. A ideia da justiça divina resultante de um impulso divino recebido apenas pela fé, que me tornava posicionalmente justo e não inerentemente justo como os reformadores a conceberam se chocava explosivamente com séculos de legado históricoteológico da Igreja romana. A reforma era uma ruptura inesperada,mas bem vinda com séculos de compreensão eclesiástica acerca da interpretação da justiça; sobretudo, na era medieval-escolática. Isso tornou o movimento reformado o fenômeno existencial-histórico que foi. Uma boa ilustração prática dessa percepção pode ser dado na definição que Lutero apresenta do que era a concepção de justiça , em seu comentário de João: É uma justiça, deveras, admirável que sejamos chamados justos ou que tenhamos uma justiça que, em realidade, não é obra nem pensamento nosso; em resumo, não é coisa alguma que esteja em...

Coitados dos Jacós

A espiritualidade do espetáculo, do gogó, da autoafirmação em face do outro que chamamos (muitas vezes só por força do hábito) de irmão, que Martinho Lutero chamava de teologia da glória é fácil de ser vivida.   Agora, a espiritualidade de verdade (teologia da cruz  como Lutero chamava) , da cruz, que implica negativamente em renuncias:  do Ego, da manipulação religiosa do outro, da ‘doce’ prática do julgamento alheio, entre outras mazelas que se multiplicam como fungos no meio evangélico  ( Gl  5.19-21). E positivamente no se abrir para o encaminhamento do Espírito da nossa existência partindo de nosso interior ( Gl  5.16, 22-26). Isso  concerteza  é  difícil .   Na verdade  sem disputa raro de  vê  (ou vocês acham que Jesus falou de poucos os escolhidos por quê?) isso porque é obvio, não se acha perdido em Congressos de igreja, reuniões eclesiásticas de qualquer naipe, shows gospel, Encontros, enfim. ...

É o preço!

         A linguagem é produto da cultura. É o resultado do patrimônio histórico e existencial de um povo constituída da experiência existencial coletiva e da dinâmica pessoal. Essa conjunção constrói a cultura coletiva profundamente tributária do Inconsciente coletivo.          Posto como está a nossa linguagem é sensível aos valores que esposamos e nossa leitura de mundo, de realidade. Daí que aquilo que falamos ser subproduto do que pensamos, sentimos, desejamos e cremos, e nesse sentido é como dizia o filosofo Heidegger, a linguagem fala. O que quero dizer com isso? Que a linguagem é filha de nossos conceitos como fluir de quem somos enquanto ser-no-mundo. Por ser fruto de nossos conceitos é mais que óbvio que também é filha de nossos preconceitos.          De maneira que a linguagem como fenômeno particularmente humano está suscetível aos valores que ...