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Mostrando postagens com o rótulo inconsciente

Lidando terapeuticamente com a dependência emocional por meio da ADI

    1.     De onde surge o sentimento de dependência emocional? A dependência emocional tem raízes profundas no inconsciente, no sentido de estarem ligadas a experiências passadas, traumas vividos, abusos, quebra de confiança ou desnivelamento dos padrões familiares (lei da família ou lei do Pai como dizia J. Lacan), enfim. O inconsciente então armazena todo esse material existencial experimentado formatando-os em inscrições, ou seja, memórias, crenças e emoções condensadas em núcleos operacionais no ambiente da inconsciência . Esses pendrivers psíquicos matriciais que moldam a maneira como nos relacionamos com os outros. Desse modo, a interconexão pode ativar esse pendrivers na inconsciência manifestando padrões de pensamento, sentimento e comportamento que contribuem para a dependência emocional.   2.     A possibilidade de autoconhecimento e autoconscientização: As terapias que possuem as abordagens diretas aos inconsciente (ADI...

Inconsciente e linguagem: Pensando a abordagem lacaniana do inconsciente

  “O inconsciente estruturado como uma linguagem” Jaques Lacan .     Essa frase de Lacan traz a discussão o significado de que, a estrutura mais profunda do nosso ser psíquico, pelo menos em conceituação é organizado de maneira similar à estrutura de nossa linguagem. Em outras palavras, ele sugere que a forma como pensamos e processamos informações dentro da estrutura e na própria dinâmica da nossa inconsciência segue padrões linguísticos de comunicação, apresentando uma relação profunda e interativa entre a mente e a linguagem. Nesse sentido, essa teoria de Lacan de que o inconsciente é estruturado como uma linguagem tem várias implicações significativas, vejamos algumas:   1.     Centralidade da Linguagem na Psique : A linguagem é vista como fundamental na formação da psique humana. Isso implica que a maneira como expressamos, interpretamos e compreendemos as palavras e símbolos desempenha um papel crucial em como nossa mente opera. ...

Cuidado com os gatilhos

Situações produzidas, cristalizadas em nossa psicohistória desde a nossa existencia infantil: abusos, traições, indiferença objetal, traumas,enfim,  ficam na penumbra, ocultados em nosso inconsciente esperando apenas uma conjuntura/gatilho: um divórcio, decepção com ‘amigos’, parentes ou ‘irmãos’ de crença, doença grave, morte, acidentes, assaltos, enfim, para serem cataputadas de forma avassaladora, destrutiva e psicologicamente devastadora em nosso self (ego, eu) e nossas relações. Por isso que uma faxina emocional periódica é um método terapêutico salutar. Rev. Marcus King Barbosa - Psicanalista Clínico, Filósofo da Cultura, Teólogo Reformado e Discípulo de Jesus

O inconsciente e a Linguagem

O inconsciente se estrutura como linguagem, como discurso. Essa linguagem/discurso envolve o signo e a metalinguagem. É dentro dessa engrenagem da linguagem que o inconsciente se move no sentido de tentar estabelecer (lançando-se da base de lançamento do subjetivo) o primado do prazer (vergnüngen) no universo de nossa vivência ( erfahrung). E prazer aqui é utilizado no sentido mais lato que se possa imaginar fugindo a todo custo da interpretação minimalista do sexocentrismo que alguns eivam a escrita de Freud sobre o tema. Portanto, é  a atividade desse inconsciente discursando através dos sonhos, dos atos falhos (que na verdade são bem sentido), das obsessões, de algumas doenças somatizadas, enfim, o responsável por muitas ‘má’ colocação, arroubos e explosões do temperamento, ‘má’ escolhas,  indisposições ou hiperatividade sexual, enfim, que gosto de designar como sabotamento existencial. É, sem dúvidas,  decisivo está atento a essa ingerência  inconsciente ...

O Inconsciente parceiro ou inimigo?

 - O inconsciente meu sabotador!              Uma frase meio estranha não acha? O seu estranhamento vem primeiro porque começa com esse tal de inconsciente, quem ele é? Segundo como ele pode exercer essa função clandestina dentro de mim? Terceiro quais os caminhos percorridos nesse ‘projeto’ de me sabotar? Quarto no que me sabota? Quinto quando isso ocorre?             O conjunto desses questionamentos sobre o inconsciente/consciente se relacionam diretamente com o fundamento econômico e geográfico da personalidade humana dentro do referencial teórico proposto pela psicanálise como ciência do psiquismo, como se vê claramente nas palavras de seu fundador, em seu trabalho – O Ego e o Id e Outros Trabalhos : A divisão do psíquico em o que é consciente e o que é inconsciente constitui a premissa fundamental da psicanálise, e somente ela torna possível a esta compreend...

Doenças

As enfermidades desta era designada de modernidade líquida é majoritariamente (e isso não está restrito apenas as doenças que não são clinicamente justificadas) um veemente protesto do organismo, do sôma (corpo) como extrato da facticidade histórica a má gestão da existência, do como existimos o viver, na perspectiva de Bakhtin a enformação da vivência.           Na verdade, uma ab-reação do (i)consciente, na qualidade de discurso do outro que sou eu mesmo à indiferença gritante (destituída de significado e plenitude teleológico) a singularidade do meu ato enquanto agente autobiográfico no mundo, como categoria própria de concretude dos entes.          Uma tomada de posição interior a falta de assinatura responsiva na existência face às paulatinas exigências e expectativas que os não nós nos impõe, esquecendo que a vida ganha peso de acontecimento singularizado nela mesma e no ato responsivo do...