Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo self

Onde a rejeição nos afeta?

  A rejeição exerce um impacto profundo em diversos aspectos de nossa vida, penetrando nas complexas camadas da nossa existência. Seu efeito nefasto se manifesta de maneira expressiva em três esferas cruciais : a autoimagem, a interatividade e o senso de adequação existencial . Outrossim, rejeição, quando analisada à luz da teoria psicanalítica, revela-se como um fenômeno intrincadamente entrelaçado com o desenvolvimento psicológico e a construção da personalidade. As marcas da rejeição deixam uma impressão profunda na psique, desencadeando processos complexos que ecoam desde as fases iniciais da infância até a vida adulta.   Primeiramente, a rejeição deixa marcas indeléveis na construção da nossa autoimagem, moldando a maneira como percebemos a nós mesmos. Quando somos alvo desse sentimento doloroso, nossa autoestima tende a ser abalada, provocando fissuras na fundação do nosso eu interior, lá no centro do self. A ferida emocional da rejeição pode erodir a confiança que...

Professores e mestres da vida, outros nem tanto...

A educação como meio cultural de formação humana (teoria sociointeracionista) é uma engrenagem decisiva   no desenvolvimento da identidade infantil, pois, é agencia de socialização e interatividade, elementos indispensáveis para síntese do self em sentido ontológico;e, sobretudo, socioexistencial, ou seja, a construção identitária. Pensando assim é impossível fugir do desdobramento concreto de que temos professores e ‘professores’. Existem professores mestres da vida que são ferramentas para a formação da identidade dos aprendentes, mestres que marcam, influencia, formam e encantam, esses inesquecíveis... Outros, porém, por inúmeros motivos (não cabe aqui elencá-los) perderam o chamado (se algum dia tiveram) imersos em negligencia, desatualização, desencanto, enfim, são ferramentas de assassinato de sonhos, futuros e por assim dizer matadores de almas  (Seelenvernichter).   Esses docentes, professores desiludidos e errantes em suas rotinas pedagógicas enfada...

Cuidado com os gatilhos

Situações produzidas, cristalizadas em nossa psicohistória desde a nossa existencia infantil: abusos, traições, indiferença objetal, traumas,enfim,  ficam na penumbra, ocultados em nosso inconsciente esperando apenas uma conjuntura/gatilho: um divórcio, decepção com ‘amigos’, parentes ou ‘irmãos’ de crença, doença grave, morte, acidentes, assaltos, enfim, para serem cataputadas de forma avassaladora, destrutiva e psicologicamente devastadora em nosso self (ego, eu) e nossas relações. Por isso que uma faxina emocional periódica é um método terapêutico salutar. Rev. Marcus King Barbosa - Psicanalista Clínico, Filósofo da Cultura, Teólogo Reformado e Discípulo de Jesus

SUPEREU A VOZ DENTRO DE MIM

Todos nós temos um superEu mesmo   que não tenhamos um conhecimento formal disso. Ele é designado entre os não iniciados de muitos outros nomes, por exemplo, como consciência, sentimento moral, culpa, enfim. O superEu (Über-Ich) faz parte do eixo da segunda e última teoria de Freud sobre a personalidade, chamada econômica consistindo do ego e do Id. Sendo que a primeira, denominada teoria topográfica envolvia os conceitos do Inconsciente, pré-conciente e consciente. De modo que nessa versão econômica o superEu brota criativamente do Eu à medida que a criança vai necessitando adaptar-se ao universo axiológico e ético fornecidos pelos seus pais objetalmente e a posteriori pela sociedade sendo essa sua origem formativa - a necessidade infantil de socio-adaptação. De maneira que o SuperEu é o responsável gerencial e fiscalizador   das nossas respostas às demanda da relação social, das renuncias pulsionais e egóicas necessárias ao processo civilizatório e na manutenção ...