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Mostrando postagens com o rótulo terapia

Quatro sintomas da depressão na fuga de Elias

    O texto apresenta uma narrativa rica em detalhes sobre os sintomas da depressão que afligiram o profeta Elias durante sua fuga das ameaças da rainha Jezabel, conforme descrito em 1 Reis 19.1-18. Esses sintomas, embora expressem uma realidade espiritual e existencial específica do contexto bíblico, podem ser analisados à luz da sintomatologia do transtorno depressivo. E é o que vou fazer a partir desse momento por meio de quatro recortes:   1.     Perspectiva errada da realidade e da situação O primeiro sintoma revela uma distorção na perspectiva de Elias sobre sua realidade. Ele se sente isolado, acreditando ser o único fiel a Deus diante da apostasia de Israel. Esse tipo de pensamento distorcido é comum na depressão, onde os indivíduos frequentemente enxergam sua situação de maneira negativa e exagerada (vs-10,14,18). Na depressão, a distorção cognitiva pode levar a uma visão pessimista do mundo e de si mesmo. É crucial reconhecer esses padrõ...

O verdadeiro significado da terapia

  Para aqueles que já fazem terapia. E para os que possuem dúvidas quero afirmar algo que reputo ser importante para destravar nossa mente para o processo terapêutico. Vejam, a cura psicoterapêutica, se é que podemos designar assim, é uma jornada transformadora que transcende as fronteiras da mente. Nas palavras de Carl Rogers: A cura é um processo complexo, mas na presença empática do terapeuta, floresce a semente da transformação interior. Na sala de terapia, a cura é mais do que uma meta; é a própria essência da jornada para o equilíbrio emocional e a autodescoberta. (Roger-1983). Na verdade,  acredito que poucos pensam a terapia como uma jornada de autodescobrimento e ampliação do nosso ser-em-si, m meus 23 anos de clínica entendi suficientemente isso; de fato, a maioria infelizmente procura terapia como uma recurso para tirar a dor, livrar da angústia, passar o mal-estar mental, emocional, enfim. A terapia até produz isso em alguns casos, em outros ela até exacerba a dor...

Inconsciente e linguagem: Pensando a abordagem lacaniana do inconsciente

  “O inconsciente estruturado como uma linguagem” Jaques Lacan .     Essa frase de Lacan traz a discussão o significado de que, a estrutura mais profunda do nosso ser psíquico, pelo menos em conceituação é organizado de maneira similar à estrutura de nossa linguagem. Em outras palavras, ele sugere que a forma como pensamos e processamos informações dentro da estrutura e na própria dinâmica da nossa inconsciência segue padrões linguísticos de comunicação, apresentando uma relação profunda e interativa entre a mente e a linguagem. Nesse sentido, essa teoria de Lacan de que o inconsciente é estruturado como uma linguagem tem várias implicações significativas, vejamos algumas:   1.     Centralidade da Linguagem na Psique : A linguagem é vista como fundamental na formação da psique humana. Isso implica que a maneira como expressamos, interpretamos e compreendemos as palavras e símbolos desempenha um papel crucial em como nossa mente opera. ...
  Olhando melhor o lugar dos pensamentos invasivos na depressão Não há como exagerar a importância da depressão como transtorno psicopatológico dentro do universo da saúde mental, o motivo dessa afirmação é a capacidade desse transtorno causar muito sofrimento humano, ao ponto de ser classificado como uma pandemia tão nociva como as demais pandemias que assolam a humanidade. Escrevendo sobre essa condição popular da depressão salientou o Dr. Leandro Anselmo Todesqui Tavares (Tavares-2010) a questão da depressão, especialmente, tornou-se quase um modismo nos dias de hoje. Para além das paredes dos consultórios, ouvimos demasiadamente que sempre alguém sofre deste mal pós-moderno. Uma grande verdade, depressão é um mal, um espectro angustiante que assombra nossos tempos líquidos... Bem, continuando, quero destacar um sintoma que é bem tipo do transtorno e problemático na sua experimentação que é a percepção contrastante que o depressivo tem de si mesmo e a realidade objetiva . Po...

Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade e impulsividade

O transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é definido clinicamente por três grupos centrais de sintomas: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Alguns sintomas devem estar presentes antes dos 7 anos de idade e ocorrer por pelo menos seis meses em mais de uma situação. Eles devem causar prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional e ser inconsistentes para a idade de desenvolvimento e a capacidade intelectual. Segundo o DSM-V o TDAH caracteriza-se por: Um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento e no desenvolvimento (DSM-V -2017).   Estima que as taxas de TDAH sejam entre 3 e 7% em crianças de idade escolar, embora tenha sido relatada uma variação de 1,9 a 14,4% (Scahill e Schwab-Stone, 2000). Ademais, o TDAH é altamente comórbido com outras psicopatologias. Até dois terços de indivíduos com TDAH apresentam outras doenças psiquiátricas comórbidas, tai...

TRANSTORNOS PSÍQUICOS- CURA NÃO PROFILAXIA

Todos estamos expostos a possibilidade de passarmos por um transtorno psíquico, alguns, por grandes transtornos, neste sentido a diferença é apenas de ordem e forma. O que distingue um sujeito do outro nesta questão em particular é a origem dos transtornos e a maneira de encará-los.  Desse modo, pensando na origem dos transtornos pode se estabelecer os seguintes macro marcadores ou recortes: endógeno, exógeno, conjuntural, religioso, existencial, enfim. O fato é que os transtornos enfrentados pelo humano são multifatoriais e complexos na sua formação e causas (etiologia). Essa condição da origem dos transtornos psíquicos torna sua abordagem somiotécnica (etiologia, diagnóstico, prognósticos, enfim) complicada, seu tratamento tão dificultado e a solução custosa e, em muitos casos, algo remoto que gera frustação e desânimo quando não outros sentimentos mais sombrios nos acometidos por eles. É mais que óbvio, portanto, que a incapacidade de identificação inequívoca da ge...

Cuidado com os gatilhos

Situações produzidas, cristalizadas em nossa psicohistória desde a nossa existencia infantil: abusos, traições, indiferença objetal, traumas,enfim,  ficam na penumbra, ocultados em nosso inconsciente esperando apenas uma conjuntura/gatilho: um divórcio, decepção com ‘amigos’, parentes ou ‘irmãos’ de crença, doença grave, morte, acidentes, assaltos, enfim, para serem cataputadas de forma avassaladora, destrutiva e psicologicamente devastadora em nosso self (ego, eu) e nossas relações. Por isso que uma faxina emocional periódica é um método terapêutico salutar. Rev. Marcus King Barbosa - Psicanalista Clínico, Filósofo da Cultura, Teólogo Reformado e Discípulo de Jesus