Quando me refiro a metáfora “mar turbulento de nossa subjetividade” estou utilizando-me de uma imagem poderosa para descrever a complexidade e a profundidade das emoções humanas. Nossa subjetividade, ou seja, a maneira como percebemos e interpretamos o mundo, é influenciada por um emaranhado de fatores tendo o sujeito como fator central; ou seja, hereditarismo, interações, abusos, tramas, expectativas, percepção dos papéis e posição sociais, enfim. Nesse sentido, quando tratamos sobre a formação etiológica da depressão, essa metáfora pode ser particularmente valor. Por quê? Porque a depressão em muitos casos vai emergir de um emaranhado denso de emoções, sentimentos e pensamentos que se tornam difíceis de discernir: sentimentos de tristeza, desesperança e ansiedade, enfim. Essas sensações podem se acumular, criando uma sensação de estar à deriva em um oceano tempestuoso, daí minha utilização da metáfora de um mar turbulento. A verdade é ...
Abordagem da psicanálise, filosofia da linguagem e existencialismo no viés do Evangelho da graça por meio de texto e aforismo como uma tentativa de resposta, comunicação e conexão na pós-modernidade e seus desafios morais, culturais e espirituais... rev. Marcus King Barbosa filósofo da cultura e pastor reformado