Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Bauman

OS PROBLEMAS DAS RELAÇÕES E AS RELAÇÕES DE PROBLEMAS NA PÓS-MODERNIDADE Q

OS PROBLEMAS DAS RELAÇÕES E AS RELAÇÕES DE PROBLEMAS NA PÓS-MODERNIDADE Que as relações estão em crise todos já sabemos, não se constituído nenhuma novidade.   Agora o porquê estes estão passando por essa crise dantesca é que de fato é o verdadeiro desafio. Muitos ao analisarem a problemática dos relacionamentos se fixam na variável dos afetos e sentimentos; isto é, uma abordagem   subjetivista. Penso que essa abordagem está irreparavelmente fadada a inépcia e com toda certeza erra o alvo fragorosamente. Não me entenda mal, é óbvio que afetos e sentimentos entram numa equação, que pretenda ser elucidativa à crise relacional vivida em nossos tempos, porém, não como protagonistas, nem como resposta primária que é o diapasão que vem sendo dado. Compreendo que há um vilão oculto na penumbra. Dito de outra forma, a derrocada dos relacionamentos na pós-modernidade é mais resultado de um compromisso axiológico (sistema de valores) equivocado do que dos afetos e sentime...

EM DEFESA DO LUTO

Vivemos em uma era tão narcísica, ensimesmada que não admite pertinência de nenhum tipo de agenciamento, experiência ou relações dentro do âmbito histórico- existencial que demande o menos desprazer, dor ou sofrimento. Não é, pois, sem causa que temos presenciado um tempo de profundíssima crise e tensionamento socioexistencial que Bauman defini como hipotecamento do futuro: buscar a felicidade numa sociedade de mercado de consumo caracterizada por marcas, logos e lojas exige que ela seja hipotecada. (Bauman – 2008: p.22). E o preço da hipoteca é muito caro, impagável na verdade. A realidade é que sob a ingerência do narcisismo dinâmico a modernidade líquida hipotecada tem reinterpretado toda a realidade existencial redimensionado, redefinindo institutos, experiências e relacionamentos a partir do paradigma do principio do prazer e da felicidade absoluta. Um desses institutos socioexistenciais revisados é o luto. E luto aqui entenda como a dramática resposta emocional-afetiva a d...

RELAÇÕES SERÁ MESMO?

Existem certos tipos de relacionamentos que podem ser adequadamente definidos   como relações perversas, mas não no sentido erótico-sexual e sim significando fora da vertente, da rota (per-vertere) e que não conseguem por mais esforço que se empreenda corrigir a rota. Para ser bem sincero, a pós-modernidade está repleta, locupletada desses relacionamento em nível multidimensional; isto é, conjugal, profissional, familiar,e fim. Sim, claro que está cheio, inúmeras relações fora de seu eixo (apesar do forte discurso de negação), relacionamento que na sua dinâmica são como um cometa errante, ou pior ainda são relações de bolso como designava Zygmunt Bauman destacando sua portabilidade e facilidade de ser consumido e descartado. Relacionamento que estão sem rumo e por derivação lógica sem propósito verdadeiro ou original. Nesta condição são relacionamento que não agradam a Deus, (por isso per-vertidos) e nem cumprem o projeto por ele estabelecido (Gn 2.15-25) quando da ocasi...

UMA POSIÇÃO ÉTICA DIANTE DE JESUS

“Uma ética sem moralidade” (Zygmunt Bauman)   Não há posição existencial de neutralidade ética diante de Jesus. Ou se rejeita os significados   de sua vida, obra, ensino, pregação e chamado missionário ou se coloca-o na posição existencial de absoluto relevo e proeminência deixando que ele guie o timorato da própria existência na categoria existencializada de valor-teto para o existir-no-mundo. É dessa postura ética do homem diante de Jesus o Redentor (go’el) que Pedro está tratando no segundo capítulo de sua carta circular (1 Pe 2.6-10). Segundo ele não é possível ser indiferente ou eticamente neutro perante o fenômeno histórico-existencial-teológico da encarnação redentiva de Cristo. Ou Jesus é o nosso maior tesouro, a jóia de inestimável valor: 7 Assim sendo, para vós, os que credes, ela é preciosa (2.7). Ou algo de nenhuma importância ou pertinência existencial que está fadado a receber nosso repúdio explicito ou tácito: mas para os que não creem , “ a pedra...