Vivemos em uma era tão narcísica, ensimesmada que não admite pertinência de nenhum tipo de agenciamento, experiência ou relações dentro do âmbito histórico- existencial que demande o menos desprazer, dor ou sofrimento. Não é, pois, sem causa que temos presenciado um tempo de profundíssima crise e tensionamento socioexistencial que Bauman defini como hipotecamento do futuro: buscar a felicidade numa sociedade de mercado de consumo caracterizada por marcas, logos e lojas exige que ela seja hipotecada. (Bauman – 2008: p.22). E o preço da hipoteca é muito caro, impagável na verdade. A realidade é que sob a ingerência do narcisismo dinâmico a modernidade líquida hipotecada tem reinterpretado toda a realidade existencial redimensionado, redefinindo institutos, experiências e relacionamentos a partir do paradigma do principio do prazer e da felicidade absoluta. Um desses institutos socioexistenciais revisados é o luto. E luto aqui entenda como a dramática resposta emocional-afetiva a d...
Abordagem da psicanálise, filosofia da linguagem e existencialismo no viés do Evangelho da graça por meio de texto e aforismo como uma tentativa de resposta, comunicação e conexão na pós-modernidade e seus desafios morais, culturais e espirituais... rev. Marcus King Barbosa filósofo da cultura e pastor reformado