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SER DISCÍPULO DE JESUS É CAMINHAR POR FÉ E ISSO NÃO É PARA TODOS

 Sabe quanto mais você anda com Deus a gente vai se desprendendo, deslocando da infantilidade, ou imbecilidade (1 Co 13.11-13) que faz com que você assuma certas posturas que nada tem a ver com sua condição de caminheiro da graça (At 15.11; Gl 1.15).

Retornando ao título, só tem vida autentica quem é discípulo, não frequentadores, decididos ou religiosos, mas DISCÍPULO (Jo 8.31-32). E não é, em contexto algum, discípulo quem não caminha por fé (Ef 2.8).

Bem, o interessante com esse negócio de caminhar por fé é que entra várias outras facetas, está o fato de que caminhar por fé é olhar como critério de norteamento e concepção de vida, para frente e para o alto; explico, para frente é simplesmente olhar para Jesus como nosso salvador e artífice da fé (Hb 12.1-2). Para o alto é para o céu de onde nos vem o socorro e perdão misericordioso.

 Note isso meu pequeno gafanhoto, olhar para Cristo, nem para o lado, nem para traz. O sentido disso se dá porque na horizontalidade dos vínculos sempre teremos que lidar com muitos que esquecendo que deveriam ser discípulos do mestre da Galileia, transformaram-se em juízes intolerantes dos irmãos. Esquecendo com isso, o que nenhum caminheiro da graça deveria esquecer; ao contrário, lembrar-se sempre:

1.  1.  Nós somos pecadores, não apenas pecamos e essa realidade não é anulada pela salvação nesse plano existencial (1 Jo 1.8-10), mas no céu, apesar de que ainda assim devemos perseguir (diwkete) a santificação (Hb 12.14);

2.   2Nós somos salvos por Jesus, não pelos crentes, ou qualquer outro indivíduo. E não por mérito pessoal, mas pelo mérito justificador dele, o Senhor (Rm 3.21-24; Mt 1.21; Jo 5.24-25);

3.  3.  Nossos erros, contradições explicita ou implícitas e ambiguidades sempre serão lembradas por aqueles que embriagados de si mesmos e saturados da síndrome do filho mais velho, nunca se alegram com o retorno do filho perdido, mas são intensa e desmedidamente críticos da graça do Pai Celeste que restaura o pródigo (Lc 15.25-32);

4.    4. Que quem confessa e deixa o compromisso com o pecado obtém graça divina que exalta o humilde (Pv 28.13; Tg 5.16; 1 Jo 1.9);

5.   5. Que nós não fomos redimidos para julgar o outro (Tg 4.11-12) e condenar pecado alheio, mas para ajudar, consolar e levantar propiciando que o caído possa se restabelecer e voltar a caminhar (Tg 5.19-20) porque quem age diferente desse critério redutor de equívocos se torna juiz e árbitro atraindo o próprio Deus Santo como seu juiz, com um detalhe significativo – desassistido de sua graça e misericórdia (Mt 7.1-5; Lc 6.37-38; Rm 2.1-6; 14.10-12; Tg 2.10-13;5.9).

Portanto, continuem como discípulos caminhando por fé e na graça olhando para frente e para o alto – Para Jesus e seu trono de graça que devemos procurar com intrepidez e sinceridade (Hb 10.19-22). Assim fazendo ame, perdoe, si perdoe, esqueça, ria junto e chore também, seja gente, humano e cristão e; sobretudo, continue a caminhar até chegar lá...

 

Pr. Marcus King Barbosa – o pior dos pecadores, que achou a graça em tempo oportuno

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