Pular para o conteúdo principal

Professores e mestres da vida, outros nem tanto...


A educação como meio cultural de formação humana (teoria sociointeracionista) é uma engrenagem decisiva  no desenvolvimento da identidade infantil, pois, é agencia de socialização e interatividade, elementos indispensáveis para síntese do self em sentido ontológico;e, sobretudo, socioexistencial, ou seja, a construção identitária.

Pensando assim é impossível fugir do desdobramento concreto de que temos professores e ‘professores’. Existem professores mestres da vida que são ferramentas para a formação da identidade dos aprendentes, mestres que marcam, influencia, formam e encantam, esses inesquecíveis...

Outros, porém, por inúmeros motivos (não cabe aqui elencá-los) perderam o chamado (se algum dia tiveram) imersos em negligencia, desatualização, desencanto, enfim, são ferramentas de assassinato de sonhos, futuros e por assim dizer matadores de almas (Seelenvernichter). 

Esses docentes, professores desiludidos e errantes em suas rotinas pedagógicas enfadantes e no seu cansativo oficio de ‘ensinar’ são atualmente os meios (em correlação com a família cada vez mais desestruturada) mais eficientes de desvio de personalidades e  deformação de identidade no universo de aprendizagem e desenvolvimento, Vejam bem muitas psicopatologias são desencadeadas em ‘ambiente’ escolar, (aqui sem exageros) muita baixo altaestima emoldurada no grito (cristalizado na inconsciências dos pequeninos) de um (a) ‘professor’ lhe chamando de burro ou idiota, enfim.

 Esse tipo de professor não faz nem falta, muito menos relevância na educação, mas aquele professor  mestre que apesar do contexto caótico e de enganação (ai por parte do Estado) da educação pública fazem do oficio, vocação e maestria de formar um modo de replicação de sonhos, possibilidades e esperanças estes são insubstituíveis e inigualáveis e merecem todo nossos sincero respeitos, valorização e admiração.

Rev. Marcus King Barbosa – Psicanalista Clínico, Filósofo da Cultura, Teólogo Reformado, Pastor da Igreja Batista Reformada e Discípulo de Jesus

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

lições da morte de Sansão

  Pregamos hoje sobre a morte de Sansão ( Shimshon ). Personagem ambíguo esse Sansão. Vida marcada indelevelmente por contrastes; nesse sentido, não muito distinta da nossa. Fato é que Sansão viveu uma vida de profundas negações de sua vocação como nazireu ( n´zer ). Não manteve em concretude seus votos; ao contrário se arrojou em uma busca celerada de experiências e desejos (Jz 14. 8-9; 16.1).  Essa trajetória descomprometida de Sansão ganha seus contornos finais na traição de Dalilá, a medida que em ele revela-lhe seu ‘segredo’, o que lhe fazia o homem poderoso que era, a resposta da sua extraordinária força física, que de imediato é por ela aproveitado e o poderoso Sansão é subjugado, vencido e humilhado com a cegueira e escravidão (16.17-21).  Outrossim, na minha mensagem destaquei que toda vida infiel da Sansão é alterada na vivencia da sua morte. Nela Sansão vive em nível integral uma existência que deveria ter pontuado todo seu existir (16.28-30). Na sua partida, a...

ENTENDENDO E LIDANDO COM O CONSUMO DE COMPRAR

  Nossas ações e reações são resultados de nossos compromissos valorativos, lu seja, nossa indústria de valores. Afirmo então, que nosso comportamento é uma afluente das nascentes dos nossos: desejos, pensamentos, sonhos... Dito isso, o consumo exacerbado, compulsivo, patológico , a tal da “mania” de comprar é fruto de uma reação subjetiva do nosso Self às circunstâncias desagradáveis, situações perturbadoras, relações abusivas, enfim, todas emocionalmente significativas e angustiantes. Aqui estabeleço sem dúvidas que o impulso qualificado de consumir é um mecanismo de defesa do ego . Tem formação clinicamente reativa. Aqui precisamos conceituar o que seja o papel dos pensamentos obsessivos. Estes tem o condão de elevar de maneira catastrófica os níveis de ansiedade dentro do indivíduo, que impõe ao cérebro a execução de vários mecanismos de execução que estabeleçam o alivio da tensão gerada pelos pensamentos obsessivos. Aí entra o consumismo compulsivo por comprar. Desse ...

Possibilidades da angústia na terapia

  Jacques Lacan enunciou que: o paciente não sente angústia por falar na terapia, sente angústia por ter que escutar o que disse . Aqui temos uma grande oportunidade de ouvir no site analítico a instancia do simbólico, na figura do in-consciente e seu trabalho de garimpagem trazendo a superfície o que está no universo submerso de nosso self ou que foi para lá e está retornando. Quais seriam essas oportunidades? Primeiro a possibilidade de exteriorização do saber que não-se sabe a medida que se escuta o que se diz. Ou seja, toda vez que nos expressamos em terapia, estamos diante da oportunidade de trazer à tona conteúdos profundos de nossas profundezas e zonas abissais. Desse modo, a angústia brota não em está falando, mas sim em está se ouvindo, a surpresa da escuta. Segundo a possibilidade de enfrentamento das áreas cinzentas nebulosas de nosso caráter , sorvendo verdadeira transformação que ocorre quando somos capazes de encarar aquilo que emerge desse processo, enfrentando ...