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Entendendo a importância da vocação

 

A vocação (vocation) é o trampolim para explicitar o significado de nosso existir. Pense bem, quantas vezes você vê crianças que possuem habilidades, percepções e talentos que a diferenciam das demais (isso é o que Aristóteles ensinava como vocação em sua filosofia), mas que infelizmente vem a família, a escola, os amigos e começam a restringir, inibir, condicionar esses dons preciosos de tal forma que muitas vezes nós temos o extermínio de uma verdadeira vocação, pela substituição de uma outra alternativamente, motivada sensivelmente por categorias pragmáticas, financeiras, populistas, enfim. Mas que vão roubar a felicidade e alegria do propósito, colocando, quando muito em seu lugar, o profissionalismo puro e frio.

 

Porque a educação

 

Note isso educadores, a educação não é para paralisar ou liquidar um dom, um talento e consequentemente uma vocação em nossas crianças! É para maravilhosamente evidenciá-la! Um bom educador é aquele que percebe isso e dá condições, caminhos e estímulos a esses pequenos artistas, a essas microvocações em sua condição potencial, por isso a educação é tão importante e seus operadores precisam ser realmente gente absolutamente qualificada para a arte de educar (Kunst der Erziehung). Até porque vai ser ali na escola (e infelizmente não na família) que os pequenos vão conseguir uma referência de respeito, amor, cuidado e direção, ou não...

 

Um reparadigma

 

Precisamos repactuar qual o sentido da vida, precisamos perguntar o porquê existimos? E isso é o equivalente a entender claramente para que você nasceu nasce no mundo, qual a   razão de ser de sua vida. Daí o propósito vai tão somente sublinhar esse sentido de existir, ou seja, vai dar exequibilidade, vai torna-lo funcional, operável e existencial. Claro que, se não for obstruído, impedido por todo esse velho sistema decadente e ambicioso, com uma fome insaciável de controle e domínio ...

Por isso essa nova tendência, essa redescoberta de uma revolução vocacional feita por gente de verdade não fictícia, mitológica, estereotipada (fruto do abuso desse universo das metalinguagens e metanarrativas ideológicas que orbitam a atmosfera gravitacional de nosso sistema intrincado de significados) é totalmente relevante. É assim, porque não inventa, mas traz de volta a força e o poder da vocação, determinando o sentido da vida, estabelecendo o propósito da jornada. Saber para que se vive, porquê se vive e como destacar e tornar mais real o por que se vive é o antídoto para não sermos capturados!

 

A vocação é um antídoto

 

Pois, isso não nos deixam mais vazios de propósitos, abertos aos ataques da depressão, da estafa, dos excessos, da paralisia existencial, que não tem fama, riqueza, acumulo material, sucesso acadêmico, profissional e esportivo que posso nos livrar.

De fato, só o senso de sentido e propósito (e para nós cristão o fato de que estes são para a glória de Deus) que pode realmente pavimentar o caminho de uma vida totalmente plena e satisfatória. Que vivamos então nossas vocações em seu nível pleno e equilibrado, por que qual sentido de se ter que abrir mão do que se foi vocacionado para viver, apenas porque não se irá ganhar dinheiro ou porque não é mais importante cultural ou politicamente? A resposta é simples, nenhuma! SDG.

Dr. Marcus King Barbosa

 

 

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