Pular para o conteúdo principal

O que é um teólogo público?

 

Quando pensamos nessa pergunta é decisivo preliminarmente indagar o que faz um teólogo, ou seja, qual é o seu trabalho, no que consiste sua vocação? Bem, a vocação, o trabalho de um teólogo é refletir a verdade da Revelação, a totalidade das Escrituras e, num mesmo movimento, expô-la no objetivo fornecer um via de transformação e plataforma para glorificar a Deus (1 Co 3.12-15). Em sua Teologia Sistemática, tratando do trabalho de um teólogo afirmou Joel Beeke: O trabalho de um teólogo sistemático é reunir a verdade das Sagradas Escrituras e apresentá-la de uma maneira que, pelo poder do Espírito Santo, ilumina a mente e acende o coração para direcionar toda a vida para a glória de Deus (Beeke, Smalley – 2020).

E o que seria o teólogo público? Uma figura pública vocacionada por Deus para falar (agoreúõ) a verdade do seu Evangelho para atrair as pessoas  para entender e reagir a essa verdade divina salvadora e existencialmente. Segundo Kevin J. Vanhoozer o teólogo público: É uma pessoa que trabalha com pessoas, tanto no sentido de trabalhar ao lado delas como seu colaborador quanto no sentido de trabalhar com elas como o próprio instrumento (“material” soa muito impessoal) da arte ministerial (Vanhoozer -2015).  

Nesse sentido, o teólogo é um agente pelo qual o Espírito aplica a verdade (alêtheia) do Evangelho a vida decrépita do homem em seu ângulo integral (Rm 1.15-16). Por meio de  sua reflexão contínua da Revelação (apokalyptõ, gelã) os princípios do Reino de Deus são apresentados como referência para o povo da aliança testemunhar ao mundo caído o que é a nova vida em Cristo (2 Co 5 .17-21). SDG.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Possibilidades da angústia na terapia

  Jacques Lacan enunciou que: o paciente não sente angústia por falar na terapia, sente angústia por ter que escutar o que disse . Aqui temos uma grande oportunidade de ouvir no site analítico a instancia do simbólico, na figura do in-consciente e seu trabalho de garimpagem trazendo a superfície o que está no universo submerso de nosso self ou que foi para lá e está retornando. Quais seriam essas oportunidades? Primeiro a possibilidade de exteriorização do saber que não-se sabe a medida que se escuta o que se diz. Ou seja, toda vez que nos expressamos em terapia, estamos diante da oportunidade de trazer à tona conteúdos profundos de nossas profundezas e zonas abissais. Desse modo, a angústia brota não em está falando, mas sim em está se ouvindo, a surpresa da escuta. Segundo a possibilidade de enfrentamento das áreas cinzentas nebulosas de nosso caráter , sorvendo verdadeira transformação que ocorre quando somos capazes de encarar aquilo que emerge desse processo, enfrentando ...

ENTENDENDO E LIDANDO COM O CONSUMO DE COMPRAR

  Nossas ações e reações são resultados de nossos compromissos valorativos, lu seja, nossa indústria de valores. Afirmo então, que nosso comportamento é uma afluente das nascentes dos nossos: desejos, pensamentos, sonhos... Dito isso, o consumo exacerbado, compulsivo, patológico , a tal da “mania” de comprar é fruto de uma reação subjetiva do nosso Self às circunstâncias desagradáveis, situações perturbadoras, relações abusivas, enfim, todas emocionalmente significativas e angustiantes. Aqui estabeleço sem dúvidas que o impulso qualificado de consumir é um mecanismo de defesa do ego . Tem formação clinicamente reativa. Aqui precisamos conceituar o que seja o papel dos pensamentos obsessivos. Estes tem o condão de elevar de maneira catastrófica os níveis de ansiedade dentro do indivíduo, que impõe ao cérebro a execução de vários mecanismos de execução que estabeleçam o alivio da tensão gerada pelos pensamentos obsessivos. Aí entra o consumismo compulsivo por comprar. Desse ...

The turbulent sea of our subjectivity and depression

  When I refer to the metaphor "turbulent sea of our subjectivity" I am using a powerful image to describe the complexity and depth of human emotions. Our subjectivity, that is, the way we perceive and interpret the world, is influenced by a tangle of factors with the subject as the central factor; that is, heredity, interactions, abuses, plots, expectations, perception of roles and social position, in short.   In this sense, when we talk about the etiological formation of depression, this metaphor can be particularly valuable. Why? Because depression in many cases will emerge from a dense tangle of emotions, feelings and thoughts that become difficult to discern: feelings of sadness, hopelessness and anxiety, in short. These sensations can accumulate, creating a sense of being adrift in a stormy ocean, hence my use of the metaphor of a turbulent sea. The truth is that subjectivity, in this context, can be seen as a ballast, something that weighs and influences our emot...