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As obsessões

 

As obsessões são uma ferramenta presente em vários transtornos psíquicos, notadamente o TOC e as depressões bipolares. Dito isso precisamos entender o que são as obsessões. Elas são ideias, pensamentos e representações mentais invasivas, persistentes, intrusivas.

Os que sofrem com essas obsessões sabem que elas não passam de falhas na dinâmica de sua mentalidade angustiada e reprimida por conflitos, abusos ocorridos na sua psicohistória. Porém, saber não é curar, desse modo as obsessões continuam firmes em sua atuação e investidas na mente maculando todo o processo mental e consequentemente o resto de toda a atividade do viver (to live) que se torna tão somente sobreviver (survive), superar cada gatilho, cada crise...

Na verdade, o remédio que muitos nesse desespero encontram para aliviar essas obsessões são os rituais, que são compulsivos e repetitivos como são as obsessões. Infelizmente esses rituais não resolvem, de fato geram um ciclo vicioso.

O que então fazer? Qual seria o caminho clínico, terapêutico? Entendo que a única via de combate real das obsessões é um ataque ao seu núcleo formativo que são as lentes interpretativas, visto que são nelas que estão abrigados os conteúdos adoecidos que elas em seu propósito de existir protegem e atualizam.

Essa abordagem de combate deve se dar por meio da atuação do Eu profundo (Inconsciente) que precisa ser um parceiro. Algumas técnicas podem ser utilizadas, como: PNL, psicodrama individual e mentalizações dirigidas por hipnose (hipnoterapia). Em alguns casos, mais crônicos e complexos seria importante a junção da terapia medicamentosa e a psicoterapia. SDG.

Dr Marcus King Barbosa

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