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Mente e corpo uma relação que precisa ser pensada

 Quero começar reconhecendo que tem se avançado muito, se falado bastante na relação entre corpo e a mente. Uma interação de natureza ampla e diversa que envolve todos os extratos e dimensões do existir humano, inclusive; ou sobretudo, as questões de saúde, física, relacionais, alimentares, enfim.

Dito isso, é importante destacar que muita doença cardíaca, dificuldade metabólica, problemas alérgicos possuem um background psicológico incontestável. Quero dizer com isso que, em alguns contextos: excesso de peso, problemas com diabetes, enxaquecas, bornout, câncer, enfim, possuem sua origem (etiologia) na interface, numa relação complicada da mente com corpo.

De fato, todo esse quadro narrado são reproduções de padrões e mecanismos mentais bem complexos que chamamos de somatizações. Ou seja, é a mentalidade afetada, enferma se comunicando com o mundo externo por meio do corpo, sim usando o corpo como plataforma de lançamento de suas reivindicações, seu pedido de ajuda, seu grito de alerta...

Entenda isso, muitos transtornos emocionais que ganham feições físicas na condição de vários sintomas e limitações são defesa do ego e também um tipo de metadiscurso do eu mais profundo (inconsciente) nas suas demandas pulsionais (prazer e desejo) e compensadoras de traumas, abusos e conflitos.

Bem, compreendo que essa verdade precisa ser tratada, colocada em pauta quando estivermos lidando com doenças e transtornos físicos para que se tenha um diagnóstico mais próximo da realidade e com possibilidade de efetivar um tratamento eficiente de fato. SDG.

 

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