Pular para o conteúdo principal

Mente e corpo uma relação que precisa ser pensada

 Quero começar reconhecendo que tem se avançado muito, se falado bastante na relação entre corpo e a mente. Uma interação de natureza ampla e diversa que envolve todos os extratos e dimensões do existir humano, inclusive; ou sobretudo, as questões de saúde, física, relacionais, alimentares, enfim.

Dito isso, é importante destacar que muita doença cardíaca, dificuldade metabólica, problemas alérgicos possuem um background psicológico incontestável. Quero dizer com isso que, em alguns contextos: excesso de peso, problemas com diabetes, enxaquecas, bornout, câncer, enfim, possuem sua origem (etiologia) na interface, numa relação complicada da mente com corpo.

De fato, todo esse quadro narrado são reproduções de padrões e mecanismos mentais bem complexos que chamamos de somatizações. Ou seja, é a mentalidade afetada, enferma se comunicando com o mundo externo por meio do corpo, sim usando o corpo como plataforma de lançamento de suas reivindicações, seu pedido de ajuda, seu grito de alerta...

Entenda isso, muitos transtornos emocionais que ganham feições físicas na condição de vários sintomas e limitações são defesa do ego e também um tipo de metadiscurso do eu mais profundo (inconsciente) nas suas demandas pulsionais (prazer e desejo) e compensadoras de traumas, abusos e conflitos.

Bem, compreendo que essa verdade precisa ser tratada, colocada em pauta quando estivermos lidando com doenças e transtornos físicos para que se tenha um diagnóstico mais próximo da realidade e com possibilidade de efetivar um tratamento eficiente de fato. SDG.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

The turbulent sea of our subjectivity and depression

  When I refer to the metaphor "turbulent sea of our subjectivity" I am using a powerful image to describe the complexity and depth of human emotions. Our subjectivity, that is, the way we perceive and interpret the world, is influenced by a tangle of factors with the subject as the central factor; that is, heredity, interactions, abuses, plots, expectations, perception of roles and social position, in short.   In this sense, when we talk about the etiological formation of depression, this metaphor can be particularly valuable. Why? Because depression in many cases will emerge from a dense tangle of emotions, feelings and thoughts that become difficult to discern: feelings of sadness, hopelessness and anxiety, in short. These sensations can accumulate, creating a sense of being adrift in a stormy ocean, hence my use of the metaphor of a turbulent sea. The truth is that subjectivity, in this context, can be seen as a ballast, something that weighs and influences our emot...

Possibilidades da angústia na terapia

  Jacques Lacan enunciou que: o paciente não sente angústia por falar na terapia, sente angústia por ter que escutar o que disse . Aqui temos uma grande oportunidade de ouvir no site analítico a instancia do simbólico, na figura do in-consciente e seu trabalho de garimpagem trazendo a superfície o que está no universo submerso de nosso self ou que foi para lá e está retornando. Quais seriam essas oportunidades? Primeiro a possibilidade de exteriorização do saber que não-se sabe a medida que se escuta o que se diz. Ou seja, toda vez que nos expressamos em terapia, estamos diante da oportunidade de trazer à tona conteúdos profundos de nossas profundezas e zonas abissais. Desse modo, a angústia brota não em está falando, mas sim em está se ouvindo, a surpresa da escuta. Segundo a possibilidade de enfrentamento das áreas cinzentas nebulosas de nosso caráter , sorvendo verdadeira transformação que ocorre quando somos capazes de encarar aquilo que emerge desse processo, enfrentando ...

Vocação chamado divino

A doutrina da vocação ( klêsei ) é um antídoto eficaz para o carreirismo ministerial e loteamento de cargos que dista de tempos imemoriais na história do povo de Deus, mas tem assumido lugar de destaque em nosso tempo moderno liquido. Um bom exemplo desse tipo de prática nociva está na troca de oficio de diácono para presbítero (o interessante é que o inverso é muito raro) onde o indivíduo se diz vocacionado para o diaconato, é escolhido e ordenado, ou seja, investido solenemente no oficio e quando surge vaga para presbítero, ele abandona o oficio de diácono (e sua suposta convicção vocacional) para concorrer ao presbiterato (conheci alguns casos desses em minhas lides pastorais!!!).Não é sem motivo que se tem péssimos oficiais conduzindo os rumos da igreja local e um nível tão medíocre nos concílios. Sem falar que, em certos casos, bons diáconos tornam-se péssimos presbíteros.   Fato é que as igrejas estão permeadas desse tipo de fisiologismo que empresta para o digno oficio min...