Pular para o conteúdo principal

MECANISMO DE DEFESA DO EGO – NEGAÇÃO

 

Em outras palavras, os mecanismos de defesa são as estratégias do ego, de forma não consciente, para proteger a personalidade contra o que ela considera ameaça. É mais cômodo ao ego continuar a reproduzir sua autoverdade, sua autoimagem, em sua redoma. Esses mecanismos são diversos tipos de processos psíquicos, cuja finalidade é afastar o evento que gera sofrimento da percepção consciente. Ficamos de tratar desses mecanismos começando pela negação.

 

Negação

 

  O que é a negação? Trata do processo negatório que as defesas do ego praticam substituindo-as por realidades opostas, inexistentes. Essa negação se efetiva à medida que o ego é alvejado por várias situações desagradáveis e ataques ostensivamente poderosos provenientes das relações interpessoais e intrapessoais.

Portanto, a negação nega a realidade exterior e a substitui por outra realidade falsificada, mas que lida com a necessidade de pacificação a dinâmica do próprio ego. Desse modo, é importante entender que a negação torna possível a implantação adequada dessa nova realidade por meio da metodologia fantasiosa, ou seja, fantasia de satisfação dos desejos e também em muitos casos do comportamento. De fato, o ego por meio de suas defesas elabora vias defensivas dos resultados inconscientes, dos fatos traumáticos, desagradáveis, opressivos, enfim, que foram recalcados para a (i)consciência, mas que continuam a retornar e atingi-lo requerendo todo esse aparato de reação.

 O problema com a negação é que ela pode ensejar um agravo sério por conta das antíteses estabelecidas pelos quadros ilusórios que as defesas forjam, ao torna-se um processo neurótico, se pensarmos em um ângulo pontual. Ou em se pensando sistemicamente, no sentido em uma combinação de negações que fabricam um multiverso correlato, o que sem sombra de dubitação é uma confluência adequadíssima, condicional para o desencadear da psicose.SDG.

Dr. Prof. Marcus King Barbosa

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ENTENDENDO E LIDANDO COM O CONSUMO DE COMPRAR

  Nossas ações e reações são resultados de nossos compromissos valorativos, lu seja, nossa indústria de valores. Afirmo então, que nosso comportamento é uma afluente das nascentes dos nossos: desejos, pensamentos, sonhos... Dito isso, o consumo exacerbado, compulsivo, patológico , a tal da “mania” de comprar é fruto de uma reação subjetiva do nosso Self às circunstâncias desagradáveis, situações perturbadoras, relações abusivas, enfim, todas emocionalmente significativas e angustiantes. Aqui estabeleço sem dúvidas que o impulso qualificado de consumir é um mecanismo de defesa do ego . Tem formação clinicamente reativa. Aqui precisamos conceituar o que seja o papel dos pensamentos obsessivos. Estes tem o condão de elevar de maneira catastrófica os níveis de ansiedade dentro do indivíduo, que impõe ao cérebro a execução de vários mecanismos de execução que estabeleçam o alivio da tensão gerada pelos pensamentos obsessivos. Aí entra o consumismo compulsivo por comprar. Desse ...

Possibilidades da angústia na terapia

  Jacques Lacan enunciou que: o paciente não sente angústia por falar na terapia, sente angústia por ter que escutar o que disse . Aqui temos uma grande oportunidade de ouvir no site analítico a instancia do simbólico, na figura do in-consciente e seu trabalho de garimpagem trazendo a superfície o que está no universo submerso de nosso self ou que foi para lá e está retornando. Quais seriam essas oportunidades? Primeiro a possibilidade de exteriorização do saber que não-se sabe a medida que se escuta o que se diz. Ou seja, toda vez que nos expressamos em terapia, estamos diante da oportunidade de trazer à tona conteúdos profundos de nossas profundezas e zonas abissais. Desse modo, a angústia brota não em está falando, mas sim em está se ouvindo, a surpresa da escuta. Segundo a possibilidade de enfrentamento das áreas cinzentas nebulosas de nosso caráter , sorvendo verdadeira transformação que ocorre quando somos capazes de encarar aquilo que emerge desse processo, enfrentando ...

Como agir quando injustiçado?

  Ninguém está livre de sofrer injustiças, de fato na atual conjuntura que vivemos as chances de tal constrangimento se abater feito tsunami em nós é mais que certa.   Todavia, o maior equívoco daqueles que assassinam biografias, promovem o linchamento moral e que estão envolvidos no negócio crescente de devorar almas, sonhos e vocações; isto é, a promoção do estado de injustiça e da cultura da perversidade é que esse tipo de atitude, além de desmascarar o compromisso escuso com o reinado profético da grande Babilônia (Ap 18.2,5,13) demanda de Deus um reequilíbrio do sistema; ou seja,   Deus intervém para retribuir esse tipo de injustiça praticada contra a existência dos seres humanos criados sua imagem e semelhança (tsalém, demuth), particularmente de seus filhos: “ 18 Portanto, a ira de Deus é revelada dos c é us contra toda impiedade e injusti ç a dos homens que suprimem a verdade pela injusti ç a humana ” (Rm 1.18).   O Ap. Paulo trata ainda dessa interv...