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TDAH – Muito ainda a se fazer...

  “O TDAH deve ser representado na mídia de maneira tão realista e precisa quanto é representado na ciência – como um transtorno válido, de impacto adverso, variado e substancial sobre aqueles que dele sofrem sem que isso seja culpa sua ou de seus pais ou professores” (Russell A. Barkley, Ph.D.).   Quero começar reconhecendo ter avançado muito, a abordagem e tratamento do TDAH por parte do estado, notadamente, no universo escolar. Entretanto, tristemente preciso alertar que há ainda muito a si pensar, mudar e fazer. Seguindo esse roteiro sublinho algumas dificuldades que são notórias: a) - laudos incompetentes , ou seja, prestado por profissionais que não são específicos (no caso dos transtornos do neurodesenvolvimento: TDAH, TOD, ESPECTRO AUTISTA, enfim, o profissional específico é: neuropediatra, neurologista, melhor ainda se tiver especialidade em transtornos neuropediatricos ), b) - ausência de monitores com treinamento especifico , digo, minimamente clínico, pois, mon...

Uma terapia que seja efetiva

  Entenda que o real caminho, a proposta terapêutica efetiva para a cura dos transtornos psíquicos, se constitui daquela técnica que atinja a ontologia da interioridade, sua dimensão mais profunda. Chegando nesse local nuclear, primário, primordial produza uma redefinição da nossa mentalidade (reset) afetada sensivelmente por esses descaminhos, desalinhos. SDG. Dr Marcus King Barbosa

Um pouco de desconfiança não faz mal

  A insegurança como sentimento de desamparo e desproteção é algo que nenhum ser humano que vivenciar. Na verdade, fugimos desesperadamente dessa sensação de desconforto. Todavia, a psicologia cientifica, a neurociência e os avanços psicoterápicos têm nos apresentado um outro caminho, ou seja, uma dose, não exacerbada de insegurança, não é só útil, como até mesmo funcional para forjar amadurecimento emocional, autonomia existencial e empatia. A conclusão disso é que desconfiar um pouquinho de nossas habilidades, de nós mesmo não é avassalador e acachapante para nossa autoestima, mas, ao contrário, acaba a blindando de certa forma, visto que esse tipo de desconfiança não exagerada nos coloca em estado de alerta, acionando nossos sentidos, instintos e cognição. SDG. Dr Marcus King Barbosa

Tratar certos conflitos interiores

  Existem algumas situações conflitivas que apontam para um ciclo vertiginoso de adoecimento psíquico. Essa psicopatologia revela uma neurose séria que envolve uma crise de autoimagem, ou seja, um conflito consigo mesmo, uma ruptura na face da autopercepção. Ou seja, um fluxo de autossabotagem sem paralelos que afeta o eixo da existência como um todo. De modo que esse tipo de autoimagem avariada por esse universo interior conflivo é a via para vários processos psicopatológicos na personalidade e relações: um não gostar de si mesmo, uma dependência emocional invalidadora, uma incapacidade de se perdoar, uma tendência destrutiva de construir relacionamentos tóxicos, uma capacidade de se tornar vítima de todo tipo de relacionamento predatório, enfim . Esse tipo de neurose precisa ser identificada e tratada, ou senão pode torna-se uma usina de transtornos e crises indeterminadas, não permitindo qualquer tipo de saúde ou maturidade para os relacionamentos por ela afetados. SDG. Dr M...

Missão um movimento da Igreja

  Ministrei ontem a Palavra no culto de missões com o propósito de falar sobre missões (desculpem a tautologia). Definir tratar dessa temática tomando como ponto de estrutura a – Missão um movimento redentivo da igreja . O texto que me propus a expor foi Atos 19.1-20. Neles depois de elucidar o contexto históricogeográfico comecei afirmando que quando falamos em missões podemos cometer o erro de entende-la, ou reduzi-la a uma atividade missionária que a igreja faz regularmente com o objetivo de angariar fundos para sustentar missionários ou agencias que sustentam missionários fora do Brasil, ou seja, uma perspectiva pragmático. Qual o equívoco nesse entendimento? Será errôneo promover fundos para sustentar a obra missionária da igreja? Claro que não em si mesmo, mas o problema é mais amplo do que isso, tem a ver com a percepção do que a igreja entende como o que seja sua missão, ou seja, como ela lê sua atividade missional para o mundo. Elucidei então que precisávamos entender de...

POR QUE A CRIANÇA NÃO DEVERIA SER ALFABETIZADA ANTES DOS SEIS ANOS DE IDADE?

  É pelo jogo, pelo brinquedo que crescem a alma e a inteligência (...) uma criança que não sabe brincar, uma miniatura de velho, será um adulto que não saberá pensar (Chateau - 1987).   Esse pequeno texto é uma provocação a uma tese que vem ganhando corpo dentro da didática pedagógica que é a de que a criança pode ser alfabetizada antes do período de seis anos de idade; isto é, no período que encerra a chamada educação infantil. Na verdade, numa recente jornada pedagógica em nossa região, fui informado sobre o tema em tela, visto que se trabalhou como pauta nessa citada jornada a efetiva implementação dessa política pedagógica. Qual meu interesse? Primeiro, o fato de estar cursando licenciatura em pedagogia. Segundo, por conta da minha prática psicoterapêutica de mais de vinte anos de clínica lidando transversalmente com essa temática dentro das dificuldades com a aprendizagem. Terceiro, por conta da minha linha de pesquisa cognitivointegrativa que coloca as questões d...

Entendendo o TOD

  O que é TOD? Podemos dizer que é um Transtorno Opositivo-Desafiador caracterizado por um distúrbio de comportamento, um perfil rígido de desobediência, hostilidade e ameaças, inclusive físicas. O TOD clinicamente está associado a alguns transtornos: TDAH, Transtorno de Conduta e Transtorno Bipolar. Em muitos casos, apesar de ser uma entidade clínica autônoma o TOD pode evoluir desses transtornos como comorbidades, notadamente do TDAH. Segundo o Compendio de Psiquiatria Kaplan o TOD pode ser assim descrito:   O transtorno de oposição desafiante é caracterizado por padrões duradouros de comportamento negativo, desobediente e hostil em relação a figuras de autoridade, assim como uma incapacidade de assumir responsabilidade por erros, o que leva a jogar a culpa nos outros. Crianças com o transtorno frequentemente discutem com adultos e se sentem cada vez mais incomodadas pelos outros, levando a um estado de ressentimento irritado (Kaplan, Sadock e Grebb – 2017)   Qu...