O livro Quem Mexeu no Meu Queijo foi escrito
pelo M.D. Spencer Johnson e rapidamente se tornou um fenômeno de vendas, e, nas
palavras do Ph.D Kenneth Blanchard, tem
salvado carreiras, casamentos e vidas. O livro tem como propósito ser uma
metáfora que ensine de maneira criativa e inovadora a como passar por mudanças
profundas e inesperadas – no trabalho ou mesmo na vida. Por causa do seu
enfoque multidimensional os princípios exarados nessa pequena e singela
história pode também servir de ferramenta para auxiliar no como lidar com
grandes dificuldades e extremas adversidades na vida profissional ou mesmo na existencia
como significado maior de uma maneira formidavelmente transformadora.
Dentre os vários princípios contidos
nessa história que deita raízes no objetivo proposto no tema podemos escolher
alguns. O primeiro deles é que diante de uma dificuldade
profissional deve-se sempre delimitar sua realidade material.
Perguntas tais como: Qual o problema real? Quais os elementos concretos que o
constituem? São itens que precisam figurar em qualquer roteiro de enfrentamento
de dificuldades, se querermos superá-las de fato. No tocante a parábola que
estamos tratando, a questão material era a ausência abrupta do queijo: “Não estavam preparados para o que
descobriram – O quê? Não há Queijo? – gritou Hem. Continuou a gritar: - Não há Queijo?
Não há Queijo?” (Johnson, p.32).
O segundo principio que a
história de Spencer - Quem Mexeu no Meu Queijo nos oferta é
que existem
sempre várias maneiras de abordar a adversidade profissional, mas nem todas
eficientes. Na verdade esse é um daqueles enunciados que de
tão real e universal chega a ser óbvio. A pergunta relevante então a fazer é
por que agimos tão diferentemente face um mesmo problema? Porque somos
diferentes enquanto sujeitos, isto é, possuímos emoções, sistema de valores,
crenças e biografias únicas e singulares. O que nos fazem seres, indivíduos
diferenciados e por conta disso, distintos em nossa forma de reagir a pressões
e exigências do viver, da profissão, dos relacionamentos, enfim. Qual o problema com isso? Nenhum o que está em
discussão é outra coisa. E o que é? A verdade de que muito do que escolhemos como
meio de respostas as adversidades demonstra ser inapropriado e deficiente.
Voltando a história, os personagens ao se depararem com a falta do queijo,
tanto os ratinhos como os homenzinhos reagiram também de modo diverso, um deles
preso em sua velha forma de pensar e crer a realidade agiu de maneira previsível
e inapta (Hem) os outros, porém (Sniff, Scurrry e Haw) reagiram diante daquela
terrível situação de modo inovador, criativo e, o mais importante, solucionador
e transformadoramente: “Enquanto Hem e
Haw tentavam decidir o que fazer, Sniff e Scurry já estavam longe. Vasculhavam
os corredores do labirinto, procurando queijo em todos os Postos de Queijo que
encontravam” (Johnson, p.34).
De igual modo se quisermos
realmente uma transformação ao encarar as barreiras, as carências de recursos,
ou coisa dessa natureza precisamos avaliar que tipo de métodos e expedientes
estamos empreendendo para elucidar essas mesmas adversidades. É sobremodo
importante indagar: A medida que tomei para resolver tal problema está dando
certo? A dificuldade que estou enfrentando está sendo realmente combatida?
Preciso de novos métodos, medidas ou estratégias?
Por fim nenhuma
solução cai no nosso colo. Realmente nunca houve na
história humana uma situação de complicação que fosse solucionada adequadamente,
sem que muito esforço, criatividade e sacrifício fossem empregados. No muito
dos casos, a simples ação de enfrentar a questão já nos traz inerentemente sua elucidação.
O que aconteceria se Haw ficasse apático e preso em seus velhos conceitos e
medos? Não encontraria o novo Queijo! Mas porque ele conseguiu encontrar em si
estímulo, inteligência e motivação foi premiado com um excelente e saboroso
estoque de queijo, como o autor deixa claro: “Haw prosseguiu por um corredor que lhe era novo, virou uma esquina e
encontrou um Novo Queijo no posto N” (Johnson, p.72). Você também pode
encontrar seu Queijo, resta saber, está disposto a entrar no corredor?
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