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 A maior dificuldade com o tratamento psicopatológico de transtornos, por exemplo, depressivos, da ansiedade, obsessivos-compulsivos, enfim, exclusivamente pela via farmacológica é que ela não irá enfrentar em sentido real os elementos mais latentes que açambarcam patologicamente esses transtornos e que estão galvanizados no universo formativo da próprio Self. Ou seja, medicamentos não vão em sentido clínico transformativo enfrentar os elementos estruturantes do ego, as induções patronais do supereu e a geratriz subjetiva disfuncionais albergadas na casamata do inconsciente, formatadores dos pensamentos automáticos desadaptativos.

O problema com isso é que estes elementos fundamentam com solidez a arquitetura nosológica dessas psicopatologias. Evidentemente uma abordagem clínica pseudamente ‘terapêutica’ que despreze, ignore esses elementos e despreze seus meandros não pode realmente querer ser efetiva, apenas fugazmente sintomática deixando de ser concretamente clínica. E esse tipo de abordagem é o que mais se vê atualmente e muita gente está apenas controlando suas psicopatologias, ao invés de supera-las terapeuticamente.
Dr Marcus King Barbosa – Psicanalista Clínico, Psicoterapeuta holístico e especialista em neuropsicologia e mestre em psicologia

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