Pular para o conteúdo principal

Doenças Psicossomáticas: Etiologias

 

As doenças psicossomáticas têm sua gênese formativa de maneira multifacetária, sendo que se tem inúmeras variáveis presentes na sua origem clínica.

 O motivo basicamente dessa origem diversa é resultado de sua natureza reativa, ou seja, por se fundamentar clinicamente em uma reação a situações complexas do viver a vida. Nesse sentido, em nenhuma hipótese as doenças psicossomáticas podem ser envasadas elucidativamente no involucro monolítico lógicoracional; mas ao contrário, sua resposta gravita no universo das defesas a realidades desequilibradas, desalinhada e desconforme que sem apelação, invariavelmente assaltam os indivíduos em seu existir-no-mundo.

Pensando dessa forma podemos colocar a etiologia das doenças psicossomática em quatro recortes panorâmicos:

´  Doenças psicossomáticas como fruto de traumas específicos: violência, abusos, perdas familiares, enfim.

´  Doenças psicossomáticas como resultados de desequilíbrio ou falência relacional: divórcio, crise com filhos, solidão.

´  Doenças psicossomáticas como falta de absorção de situações limites da existência: desemprego, crise financeira, drogas, enfim.

´  4 - Doenças psicossomáticas como co-morbidades de vários transtornos psíquicos e psiquiátricos: TAG, depressão, síndrome borderline, enfim.

Dr. Marcus King Barbosa - Psicanalista Clínico, Psicoterapeuta holístico e especialista em neuropsicologia e mestre em psicologia

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Possibilidades da angústia na terapia

  Jacques Lacan enunciou que: o paciente não sente angústia por falar na terapia, sente angústia por ter que escutar o que disse . Aqui temos uma grande oportunidade de ouvir no site analítico a instancia do simbólico, na figura do in-consciente e seu trabalho de garimpagem trazendo a superfície o que está no universo submerso de nosso self ou que foi para lá e está retornando. Quais seriam essas oportunidades? Primeiro a possibilidade de exteriorização do saber que não-se sabe a medida que se escuta o que se diz. Ou seja, toda vez que nos expressamos em terapia, estamos diante da oportunidade de trazer à tona conteúdos profundos de nossas profundezas e zonas abissais. Desse modo, a angústia brota não em está falando, mas sim em está se ouvindo, a surpresa da escuta. Segundo a possibilidade de enfrentamento das áreas cinzentas nebulosas de nosso caráter , sorvendo verdadeira transformação que ocorre quando somos capazes de encarar aquilo que emerge desse processo, enfrentando ...

ENTENDENDO E LIDANDO COM O CONSUMO DE COMPRAR

  Nossas ações e reações são resultados de nossos compromissos valorativos, lu seja, nossa indústria de valores. Afirmo então, que nosso comportamento é uma afluente das nascentes dos nossos: desejos, pensamentos, sonhos... Dito isso, o consumo exacerbado, compulsivo, patológico , a tal da “mania” de comprar é fruto de uma reação subjetiva do nosso Self às circunstâncias desagradáveis, situações perturbadoras, relações abusivas, enfim, todas emocionalmente significativas e angustiantes. Aqui estabeleço sem dúvidas que o impulso qualificado de consumir é um mecanismo de defesa do ego . Tem formação clinicamente reativa. Aqui precisamos conceituar o que seja o papel dos pensamentos obsessivos. Estes tem o condão de elevar de maneira catastrófica os níveis de ansiedade dentro do indivíduo, que impõe ao cérebro a execução de vários mecanismos de execução que estabeleçam o alivio da tensão gerada pelos pensamentos obsessivos. Aí entra o consumismo compulsivo por comprar. Desse ...

The turbulent sea of our subjectivity and depression

  When I refer to the metaphor "turbulent sea of our subjectivity" I am using a powerful image to describe the complexity and depth of human emotions. Our subjectivity, that is, the way we perceive and interpret the world, is influenced by a tangle of factors with the subject as the central factor; that is, heredity, interactions, abuses, plots, expectations, perception of roles and social position, in short.   In this sense, when we talk about the etiological formation of depression, this metaphor can be particularly valuable. Why? Because depression in many cases will emerge from a dense tangle of emotions, feelings and thoughts that become difficult to discern: feelings of sadness, hopelessness and anxiety, in short. These sensations can accumulate, creating a sense of being adrift in a stormy ocean, hence my use of the metaphor of a turbulent sea. The truth is that subjectivity, in this context, can be seen as a ballast, something that weighs and influences our emot...