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Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade e impulsividade

O transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é definido clinicamente por três grupos centrais de sintomas: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Alguns sintomas devem estar presentes antes dos 7 anos de idade e ocorrer por pelo menos seis meses em mais de uma situação. Eles devem causar prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional e ser inconsistentes para a idade de desenvolvimento e a capacidade intelectual. Segundo o DSM-V o TDAH caracteriza-se por: Um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento e no desenvolvimento (DSM-V -2017).   Estima que as taxas de TDAH sejam entre 3 e 7% em crianças de idade escolar, embora tenha sido relatada uma variação de 1,9 a 14,4% (Scahill e Schwab-Stone, 2000). Ademais, o TDAH é altamente comórbido com outras psicopatologias. Até dois terços de indivíduos com TDAH apresentam outras doenças psiquiátricas comórbidas, tai...

O PROBLEMA É DA ENERGIA

Somos seres multienergéticos. Nossa estrutura humana se constitui de energia, independentemente do termo que se queira dar para ela: mana, tchi, pneuma, força vital, magnetismo animal, enfim . A verdade é que somos seres biopsicoenergéticos. A questão controvertida não é a realidade ou não dessa condição de seres energéticos, mas o nosso desconhecimento dela. Von Grot em seu trabalho acadêmico sobre a relação entre a energia psíquica e a psicologia faz a seguinte afirmação: O conceito de energia psíquica é tão legítimo em ciências quanto o de energia física, e a energia psíquica tem também suas medidas quantitativas e formas diferentes, como a energia física ( Grot – 1947:290 ). Isso é uma compreensão nova? Em nenhum sentido, note-se que, por exemplo, os chineses já haviam descoberto essa energia e indo além destacado que quando ela ficava bloqueada em pontos de condensação, surgiam doenças que poderiam ser curadas mediante o uso de agulhas ou a pressão dos dedos nos citados po...

Precisa-se de pastores

O processo de esvaziamento conceitual, a incorrespondencia entre conceito e conteúdo, a relativização de princípios e doutrinas cruciais e definidoras tem tomado de assalto a igreja histórica, militante (visível) com truculência e virilidade. Por força de reação inúmeros institutos, princípios, visões sofreram profundíssimas alterações.   Uma dessas alterações pode ser observada no ministério da Palavra. O pastor, ministro do Evangelho tem sido confundido atualmente com gerenciador empresarial, coach, mentor piramidal, terapeuta motivacional, contador de história, produtor de cartase, enfim. É importante afirmar que o pastor não é nada do que foi identificado acima! Muito embora, muitos aspectos do que foi listado estejam intrínsecos no ministério do pastor, tal como liderança de pessoas, gerenciamento de recursos, mentoria, enfim, ele não deve ser confundido com as profissões e atividades elencadas.   O pastor é cura d’alma, apascentador de vidas, cuidador de ge...

Um tipo de semeadura que só dá seu fruto aqui

Muita gente passa por uma crise abissal quando enfrenta o final, o epílogo de sua existência nessa geografia temporal. Apesar de uma vida financeiramente tranquila, uma boa aposentadoria, ou ainda apesar da fama, reconhecimento profissional, acadêmico mesmo assim a crise se impõe. Qual a razão disto? A resposta é que nesse exato momento que se percebe que se semeou insuficientemente para a eternidade. Bem verdade que semeou; e, f artamente, só que para essa vida, não para a outra existência. Semear para essa vida é semear só para si, para o ego. Infelizmente muitas das sementes que lançamos no solo da nossa semeadura estão viciadas do nosso egoísmo, narcisismo, controle, enfim, o problema é que só vamos descobrir nesse estante capital. No nosso dia D. Na verdade semeamos muito, a jornada toda, porém, esquecemos de semear para o outro mundo, ou semeamos mal, para a religião, por exemplo, vai saber? Daí quando o dia de atravessar o rio Estige inapelavelmente chega... Marcus...

ADOECER PARA SOBREVIVER

Existe um tipo de patologia psíquica que se caracteriza pelas sucessivas tentativas de ser internado, mesmo com o risco da própria vida, para receber tratamento clínico, cuidados médicos e intervenções cirúrgicas. Essa patologia foi designada de síndrome de Münchausen pelo médico britânico Richard Asher em 1951. E   também é conhecida como síndrome da dependência hospitalar ou dependência policirúrgica.   Segundo o psiquiatra italiano Francesco Cro: “A síndrome de pode ser definida como uma patologia da relação médico e paciente: indivíduos afetados por ela provocam intencionalmente em si mesmos a manifestação de sintomas, muitas vezes graves, para serem internados e assumirem a identidade de doentes, com todas as vantagens que esse papel comporta” (Cro – 2004). Para a Associação Americana de Psiquiatria a síndrome Münchausen se localiza etiologicamente entre os transtornos fictícios, diferenciando-se assim tanto da simulação como da histeria (diagnóstico muito comum...

TRANSTORNOS PSÍQUICOS- CURA NÃO PROFILAXIA

Todos estamos expostos a possibilidade de passarmos por um transtorno psíquico, alguns, por grandes transtornos, neste sentido a diferença é apenas de ordem e forma. O que distingue um sujeito do outro nesta questão em particular é a origem dos transtornos e a maneira de encará-los.  Desse modo, pensando na origem dos transtornos pode se estabelecer os seguintes macro marcadores ou recortes: endógeno, exógeno, conjuntural, religioso, existencial, enfim. O fato é que os transtornos enfrentados pelo humano são multifatoriais e complexos na sua formação e causas (etiologia). Essa condição da origem dos transtornos psíquicos torna sua abordagem somiotécnica (etiologia, diagnóstico, prognósticos, enfim) complicada, seu tratamento tão dificultado e a solução custosa e, em muitos casos, algo remoto que gera frustação e desânimo quando não outros sentimentos mais sombrios nos acometidos por eles. É mais que óbvio, portanto, que a incapacidade de identificação inequívoca da ge...

A Educação agencia cultural

A sociedade pós-moderna está um caos. Isso é fato, e cá pra nós as medidas encontradas para resolução parecem que estão tornando-a pior, você não tem essa impressão? A verdade é que enquanto se procurar resolver a crise social e política da nossa comunidade à revelia do próprio e precedente comprometimento da Cultura (como eixo fundante para o ser-ai-no-mundo) continuaremos com essas ‘soluções’ epidérmicas e profiláticas que só mascaram muito mal o mostro que a tudo devora. Estamos socialmente em crise, porque estamos existencialmente em crise, porque estamos culturalmente em crise, e quando me reporto a Cultura, não estou abordando um segmento desta, o estético-poético: dança, música, literatura, enfim. Mas a somatória da vivencia, conhecimento e comunitarismo da espécie humana envolvendo, em suma, toda sua realidade existencial como ser humano na história e no tempo. Portanto, quando falo da crise da Cultura como causa motriz da problemática da nossa era, estou me refer...